tem muita coisa acontecendo....

Olá boa tarde hoje é uma tarde de domingo. Para ser mais exato 26 de abril. 
Agora que percebo o quão vazia eu me tornei. Eu fazia questão de bolacha recheada. Miojo. Refrigerante. E hoje em dia o que mais importa é tendo arroz e feijão. Fazia questão de ser chamativa e ter atenção das pessoas. Hoje em dia não faço questão. 
Eu fui tão humilhada que para mim é um favor não ter atenção das pessoas. Não ser o foco de ninguém. gosto da minha solitude e principalmente da minha liberdade. Da minha solidão. Nela eu me encontro e me perco. 
Falo pouco e demonstro mais do que faço. 
Agora consigo ver que tenho todo tempo do mundo e não muito tempo. Ele está equilibrado até mais que eu. 
Eu sou um vazio demonstrando o barulho no vazio. Eu sou o silêncio no silêncio. 
Lembro de quanto que desejei ter sido amada por um alguém. Mas que eu não valorizei e essa pessoa de certa forma perdeu o amor por mim. Ele está vivendo a vida dele e eu tendo que viver a minha sozinha. Com a minha mente cheia. Mal conseguiu organizar as ideias. Que na grande maioria guardo comigo como se fosse um grande segredo. 
Sinto falta do frio na barriga, do beijo roubado, do carinho, do beijo na testa, do abraço apertado. Demonstrações de afeto. Não tenho mais. Apenas recebo na saúde mental em que frequento. Não que não seja o bastante Mas eles têm mais pacientes que estão necessitados e apreciam mais carícias do que eu. Pessoas de idade. Que dependem de palavras sábias e encorajamento. 
Eu virei uma folha ao vento. É como se após o acidente eu estivesse começando uma nova vida. E uma nova história. Porém só tem um pequeno porém.....
Não quero voltar para o meu local de trabalho. Não tenho muitas pessoas boas lá. Aquilo é só ganhar dinheiro lucro a maior parte do tempo. Eu quero fazer curso eu quero viver nem que seja pelo menos uma única vez. Tentar estudar em algo e me aprofundar nisso. 
Muitas pessoas estão mortas para mim. Apenas tenho os meus irmãos e minha mãe. Essa é a única família que tenho e que defendo. Porque as pessoas que se dizem a família do meu pai nem sequer se importa comigo quando mais precisei me viraram as costas. Me colocaram para fora me esculacharam, me humilharam. Pisotearam o máximo que puderam. Não se importaram como eu me sentiria. Eu vivi uma vida na casa da minha vó. Só que era o que eu tinha com ela e só. Era o que eu tinha com a minha avó e com mais ninguém. As pessoas daquele lugar nunca sequer gostava de mim sempre tiveram inveja de mim porque minha voz sempre me priorizou. Me me mimou. Me colocava em primeiro lugar e em segundo também. E eu tenho que valorizar isso. Lembranças. Que na verdade não me servem de nada. Só para detonar ainda mais meu psicológico. Só para aumentar ainda mais a ruína que está o meu coração a minha mente. O meu psicológico. Eu já não me sinto uma pessoa pertencente a lugar algum. Eu sou apenas um zero à esquerda que está procurando o seu lugar no mundo. Uma folha que está fazendo paradas e em cada parada tendo encontrar o seu lugar e principalmente sua raiz. E sim, eu não consegui ninguém para me agarrar para me apaixonar para me dedicar. E para tentar conhecer a felicidade. Até porque acho que passei da idade e que isso não é mais para mim já estou velha. E provavelmente acredito que vou viver sozinha. Sem filhos, mas eu vou construir algo ter meu próprio dinheiro e pelo menos quem sabe lá na frente o Meu caixão eu vou ter como pagar.
Eu não me sinto um ser humano incrível. Tenho muito aprender ainda e desenvolver. Estou aprendendo com o tempo

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